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Marta Santos: Evoluir Negócios Através das Pessoas

Há carreiras que se constroem por acumulação. A de Marta Santos construiu-se por convergência.
O ponto de partida foi a área social o contacto direto com pessoas, contextos reais e desafios humanos concretos. Mais tarde, a passagem para os recursos humanos não foi um desvio, mas uma continuação natural de uma inquietação constante: o que é necessário para que as organizações tenham sucesso na forma como tratam e desenvolvem as suas pessoas?

Ao longo dos anos em consultoria, essa pergunta ganhou densidade. Marta Santos consolidou a convicção de que estratégia sem pessoas é teoria; pessoas sem estratégia são energia desperdiçada. Foi nesse equilíbrio exigente e profundamente humano que construiu a sua identidade profissional.

Hoje, ao assumir funções como Partner de People Consulting na EY, sente que o seu percurso converge. Traz consigo a agilidade, a proximidade e o pensamento human-centered, agora amplificados pela escala, pela capacidade de execução e pela influência de uma organização global.

Human-Centered Evolution: da intenção à decisão

Para Marta Santos, Human-Centered Evolution significa algo muito concreto: evoluir o negócio através da evolução das pessoas.

Não se trata de soft skills nem de iniciativas simpáticas de bem-estar. Trata-se de alinhar cultura, liderança, talento, processos e tecnologia para que as pessoas possam estar no seu melhor, de forma sustentável.

O erro mais comum que observa nas organizações é confundir people first com benefícios ou comunicação. Ser verdadeiramente people first é desenhar a organização a partir do comportamento que se quer gerar, e não apenas de organogramas, processos ou KPIs.

Liderança, cultura e confiança num mundo volátil

Na experiência de Marta Santos, os líderes que hoje fazem a diferença dominam três grandes competências humanas:
consciência de si, capacidade de criar segurança psicológica e coragem para decidir em contextos de incerteza.

Num contexto de elevada volatilidade, a confiança tornou-se o principal ativo organizacional. E essa confiança constrói-se quando os líderes são coerentes, transparentes e capazes de alinhar pessoas em torno de um propósito claro. Cultura não é o que está escrito: é o que se vive.

Um novo capítulo com escala e impacto

Este momento representa entusiasmo, escala e impacto. Não é apenas uma mudança de função, mas a possibilidade de contribuir com uma visão human-centered para a transformação de algumas das maiores organizações de Portugal, Angola e Moçambique.

As prioridades são claras:

Consultoria com propósito e impacto

Marta Santos sempre acreditou que os resultados de negócio e o impacto humano são mutuamente dependentes. Organizações que não cuidam das pessoas perdem talento, reputação e competitividade perdem vantagem competitiva.

A consultoria do futuro será necessariamente mais personalizada, mais ética e mais orientada ao impacto real. Menos relatórios. Mais mudança efetiva no comportamento, na cultura e nos resultados.

Inclusão, alto desempenho e sustentabilidade

Culturas inclusivas e de alto desempenho constroem-se quando existem três pilares fundamentais:
clareza de expectativas, liderança justa e sistemas coerentes.

Não se trata de slogans. Trata-se de quem é ouvido, de como se avalia, de como se remunera e de como se desenvolve talento. A inclusão só é real quando influencia decisões.

O papel dos Conselhos e da governança

Os Conselhos de Administração têm hoje uma responsabilidade muito maior do que no passado. Já não basta olhar para números é essencial acompanhar pessoas, cultura, riscos humanos e sustentabilidade da liderança.

Um Conselho que não acompanha talento, sucessão, clima e cultura está a abdicar de uma dimensão crítica da governação.

Liderar pessoas que lideram pessoas

Um dos maiores desafios dos líderes de topo é a solidão da decisão num contexto de enorme pressão e ambiguidade. Muitos sentem que têm de ser fortes o tempo todo quando, na realidade, os melhores líderes são os que sabem pedir ajuda, escutar e aprender.

É este o exemplo de liderança que Marta Santos acredita ser essencial passar às futuras gerações.

Olhar para o futuro

O que mais a entusiasma é ver as organizações reconhecerem que liderança, cultura e talento são ativos estratégicos.

O que mais a preocupa é a tentação de usar tecnologia, métricas e eficiência para desumanizar o trabalho. Para Marta Santos, a transformação só é sustentável se for humana.

Mensagem final

Aos líderes e profissionais de recursos humanos, deixa uma mensagem simples e exigente:
sejam corajosos na forma como colocam as pessoas no centro, não como discurso, mas como decisão.

A verdadeira vantagem competitiva do futuro será a capacidade de criar organizações onde o talento quer estar, crescer e continuar a dar o seu melhor.

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