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A IA já decide melhor do que nós?

Durante décadas, a tomada de decisão foi considerada uma das competências mais distintivas da liderança. Experiência, intuição, julgamento e contexto humano eram vistos como insubstituíveis. Hoje, essa premissa está a ser seriamente desafiada.

A inteligência artificial já não se limita a apoiar decisões operacionais. Em muitas organizações, está a ser utilizada para recomendar e, em alguns casos, automatizar decisões estratégicas: previsões de procura, gestão de risco, pricing dinâmico, alocação de capital, planeamento de operações ou priorização de investimentos.

Em ambientes complexos, voláteis e saturados de informação, a IA consegue identificar padrões que escapam à análise humana, processar cenários em segundos e reduzir vieses cognitivos comuns. Em determinadas condições, decide mais rápido e de forma mais consistente do que as pessoas.

Mas decidir melhor não é apenas uma questão de velocidade ou precisão estatística.

À medida que a IA ganha influência na tomada de decisão, surgem questões críticas para líderes e conselhos de administração:

O maior erro não é confiar demasiado na inteligência artificial.
É não definir claramente o papel que ela deve ter no processo de decisão.

As organizações mais maduras estão a evoluir para modelos de decisão aumentada, onde a IA informa, desafia e complementa o julgamento humano, mas não o substitui. Nestes modelos, a liderança mantém a responsabilidade final, ao mesmo tempo que ganha capacidade para decidir melhor, mais cedo e com maior consciência dos riscos.

Ignorar esta transformação não é neutro.
Num contexto em que a qualidade da decisão se torna uma vantagem competitiva, continuar a decidir como antes pode significar perder relevância, agilidade e confiança.

Neste insight exploramos:

Decidir continua a ser um acto humano.
Mas, hoje, decidir bem exige saber trabalhar com a inteligência artificial.

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