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Filipe Mendes: A Energia de Quem Lidera a Maior Revolução dos Nossos Tempos

Há líderes que acompanham as tendências. E há outros que as identificam antes de terem nome. Filipe Mendes é, assumidamente, do segundo grupo: e tem urgência.

Tudo começou nas telecomunicações: nas primeiras campanhas de mobile marketing em Portugal, para marcas como Olá, Galp e Super Bock. Era o início dos anos 2000 e Filipe Mendes já via o que muitos ainda não conseguiam ver: que a tecnologia e o marketing não eram mundos separados, mas faces da mesma moeda. Nos anos seguintes, essa visão acompanhou-o por empresas e mercados muito diferentes da liderança internacional na Go4Mobility ao cargo de Managing Director da TargetEveryone em Portugal, multinacional cotada em bolsa. Mas a convicção não mudou. Em 2020, chegou o momento de a tornar empresa: nasceu a MESSAGE.

“Eu queria criar uma empresa que não fosse apenas mais uma agência. As empresas precisavam de um parceiro que fizesse marketing mas que também tivesse uma componente de tecnologia. A MESSAGE nasceu exatamente com esta capacidade: ajudar desde grandes empresas até às PMEs portuguesas a crescerem de forma concreta e sustentável.”

A lição dos mercados emergentes

O que essa trajetória teve de verdadeiramente formador foi a diversidade de mercados: a Noruega, Angola, Cabo Verde e Moçambique. Contextos radicalmente diferentes, que o obrigaram a pensar de formas diferentes: e foi precisamente essa amplitude que moldou a sua visão sobre inovação.

“Na Noruega via escalabilidade e tecnologia acessível. Em Moçambique e Angola aprendi resiliência e soluções que funcionam com recursos limitados mas geram impacto rápido.” Essa tensão entre o sofisticado e o prático tornou-se o ADN da MESSAGE: soluções de alto nível, desenhadas para as realidades concretas das PMEs portuguesas.

O foco é sempre o mesmo, independentemente do mercado ou da ferramenta. “O aumento da performance financeira. É este o KPI que interessa.”

“A revolução da IA é maior do que foi a revolução da internet. E vamos viver isso nos próximos 6 a 12 meses.”

O Foco e a Urgência: Quando o Horizonte se Comprime

Se há um tema que atravessa toda a conversa com Filipe Mendes, é a velocidade. Não a velocidade como valor em si: mas a consciência aguda de que o tempo de adaptação se comprimiu de forma dramática. E que quem não o entender ficará para trás.

Os dados que cita não são decorativos. Em 2025, segundo o Eurostat, 20% das empresas europeias com 10 ou mais colaboradores já usavam inteligência artificial: um salto de 6,5 pontos percentuais num único ano. Em Portugal, 87% das PMEs consideram o investimento em IA fundamental para as operações diárias. Segundo a McKinsey, a IA pode aumentar a produtividade em funções de marketing e vendas até 40%. E, de acordo com a Gartner, até final de 2026, 40% das aplicações empresariais terão agentes de tarefas específicas –  contra menos de 5% hoje.

“Não vamos ser substituídos pela IA. Quem vai ficar para trás são os profissionais e as empresas que não a souberem usar.” Esta convicção levou-o a uma mudança de escala na sua atividade: de dezenas de PMEs por ano em formação e mentoria, passou a trabalhar com cerca de 100 empresas por mês, apresentando-lhes o que já é possível fazer com IA e agentes autónomos. Geralmente são C Level. E a confirmação é unânime.

A MESSAGE: Quando a Tecnologia Serve as Pessoas

A MESSAGE não vende tecnologia pelo prazer da tecnologia. O que Filipe construiu foi um ecossistema de ferramentas próprias ao serviço de resultados concretos. O TOMACORE, plataforma de messaging empresarial de elevada performance e resiliência, já é usada por grandes bancos nacionais e grupos de saúde. Os assistentes virtuais qualificam leads 24 horas por dia, respondem em linguagem natural e fazem follow-up automático: tudo integrado e com comunicações seguras e personalizadas. As plataformas de e-learning customizadas aceleram a aprendizagem dentro das organizações.

“Com assistentes virtuais e agentes de IA que preparam propostas ou criam conteúdo, libertamos tempo para o que realmente importa: estratégia e pessoas.” O resultado é mensurável: menos custos operacionais, maior retenção de clientes e relações mais ágeis, mesmo em escala. A MESSAGE cresce 20% ao ano e os clientes acompanham esse ritmo.

No horizonte próximo, Filipe aponta as tendências que vão definir os próximos anos: agentes de IA autónomos, comunicação omnicanal integrando messaging, voz e vídeo, e a GEO: Generative Engine Optimization, que começa a substituir parte do SEO tradicional. Para as PMEs portuguesas, não é uma questão de querer ou não querer. É uma questão de velocidade de adoção.

A Liderança que Forma Antes de Transformar

Para além do papel de CEO, Filipe Mendes é formador na Nova SBE, nos programas “Artificial Intelligence for SME” e “Digital Transformation for SME”. Já mentorou mais de 120 PMEs portuguesas. O que o motiva não é a visibilidade académica: é o impacto concreto quando a formação se combina com implementação prática.

“O meu sonho é ajudar estas empresas a adotarem IA para crescerem, serem mais sustentáveis e, no limite, poderem pagar melhores salários aos seus colaboradores.”

Numa época em que o discurso tecnológico pode soar frio e distante, Filipe Mendes faz questão de colocar as pessoas no centro. Não como retórica, mas como filosofia de gestão que pratica desde o primeiro dia da MESSAGE.

“Prepareme-se mentalmente: a velocidade da mudança já não é de 2-3 anos, mas de 6 a 12 meses. Valorizem o vosso maior ativo: as pessoas e partilhem com elas os desafios e as vitórias. Há 5 anos, foi exatamente esta visão pessoas primeiro que me levou a criar a MESSAGE. No final, o sucesso das organizações depende das pessoas que as constituem.”

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